Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

A informação aplicada de forma correta na empresa

Quais são os resultados quando aplica-se a informação corretamente na empresa é o tema que trataremos neste artigo. Boa leitura !


Por ser um termo que expressa tecnologia e informática, o Business Intelligence pertenceu ao pessoal de TI (Tecnologia da Informação – Evolução do Centro de Processamento de Dados) e dos especialistas em pesquisa de mercado, responsáveis pela extração de dados, pela implantação de processos e pela divulgação dos resultados aos gestores responsáveis pela tomada de decisões. No entanto, a evolução da Internet mudou tudo. Se até então a aplicação deste conceito era a de levar informação a poucos colaboradores selecionados de uma empresa, para que fizessem uso em suas decisões, a Internet transformou esse cenário. Hoje, a rede permite disponibilizar soluções de BI para um número maior de pessoas.

O Comércio Eletrônico acelerou todos os negócios em todos os níveis. Some-se a isso o novo consumidor, que se apresenta virtual, e para quem é preciso direcionar ações em razão de suas necessidades e interesses. Para ter ciência de quais são essas necessidades cada vez mais uma corporação precisa ter agilidade, capacidade de tomar decisões e refinamento nas estratégias de clientes, tudo isso com o menor tempo possível.

Atingir as metas passou a exigir um comprometimento corporativo elevado e a democratização da informação.

Internamente o BI não mudou “de dono”, mas ganhou mais adeptos e mais “cabeças pensantes”. O Business Intelligence passou a ser tratado como uma aplicação de estratégica integrada, estando disponível através estações de trabalho e nos servidores da empresa.

Nos dias atuais, corporações de pequeno, médio e grande porte necessitam do BI para auxiliá-las nas mais diferentes situações para a tomada de decisão, otimizar o trabalho da organização, reduzir custos, eliminar a duplicação de tarefas, permitir previsões de crescimento da empresa como um todo e contribuir para a elaboração de estratégias.

Ao redor do mundo existem vários exemplos de implantação de projeto de BI. No Brasil, soluções de Business Intelligence estão em instituições financeiras, empresas de telecomunicações, seguradoras e em toda instituição que perceba a tendência da economia globalizada, em que a informação precisa chegar de forma rápida, precisa e abundante.

Aguardo você no próximo encontro,


Fábio Vinícius Primak Analista de Sistemas e autor do Livro Decisões com B.I. (Business Intelligence) www.decisoescombi.com.br

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

EPM - Enterprise Performance Management

Por Ivã Cielo


Quando o conceito de Business Intelligence (BI) surgiu, tinha o objetivo de fornecer para seus usuários, sistemas que consistiam em integrar as diversas bases de dados numa única, usando as técnicas de Data Warehouse, entregando relatórios com informações gerenciais. Atualmente essas necessidades evoluíram, agora eles querem fazer simulações para saber como reagir dependendo do cenário, medir a estratégia adotada, monitorar seus negócios e usar a tecnologia para planejar, consolidar resultados e analisá-los. Para atender essas necessidades surgiu o conceito de Enterprise Performance Management (EPM).

O EPM tem a finalidade de suprir a lacuna deixada pelo BI que, é alinhá-lo à estratégia da empresa e produzir insights nos executivos. Ele se propõe a definir, medir, monitorar, comunicar e envolver todos os membros de uma organização em torno de suas estratégias, independentemente do seu nível hierárquico.

Segundo pesquisa conduzida por David Norton e Robert Kaplan da Harvard Business School, 90% das corporações acreditam que o claro entendimento da estratégia e ações orientadas por ela são pontos cruciais para o alcance das metas. Porém, menos de 60% dos gerentes e menos de 10% dos funcionários, tem claro entendimento da estratégia corporativa da empresa onde atuam. Outro ponto interessante é que em torno de 30% dos gerentes afirmam ter certeza que a estratégia corporativa esteja efetivamente implementada.

Segundo o Balanced Scorecard Collaborative, 95% dos funcionários não entendem a estratégia de sua empresa, 90% das empresas falham na execução de suas estratégias, 70% das empresas não envolvem níveis inferiores de gerência em seus incentivos de implementação da estratégia e o mais importante, 60% das empresas não alinham seus orçamentos à estratégia.

Os produtos de EPM trabalham para suprir essas necessidades. Eles se adequam às principais exigências do mercado, como Governança Corporativa, principalmente pela lei Sarbanes-Oxley, dando maior transparência financeira e administrativa para os acionistas, flexibilidade para compor o orçamento, a consolidação de resultados, acompanhamento de métricas mais refinado para correção imediata de rumos na busca de maior eficiência operacional, maior suporte à tomada de decisões, olhando para o passado, presente e futuro e finalmente totalmente integrado com o Balanced Scorecard, definindo, comunicando e acompanhando a implementação dos objetivos estratégicos das empresas.

Como implementar um projeto de EPM ? Tecnicamente falando devemos começar pelo BI. As integrações de várias fontes de dados em uma e ter análise histórica do desempenho da empresa, são importantes na hora de definir as novas estratégias e metas. Com essa base montada, podemos ter menos erros ao elaborar o orçamento, ter clareza quanto aos objetivos a serem alcançados e ter um entendimento global da empresa. Definido isso, podemos partir para o EPM propriamente dito, escolhendo produtos consolidados no mercado como o Oracle/Hyperion, líder mundial em produtos para EPM.

Como pudemos ver, implementar um projeto de EPM é uma experiência desafiadora, mas que pode gerar resultados interessantes e serem um apoio inestimável para o crescimento e solidificação dos resultados nas organizações.

Sábado, 16 de Agosto de 2008

Uma introdução simplista aos conceitos de Business Intelligence – BI (2º parte)

Nesta segunda parte, continuo com a história recente sobre BI e começamos a estudar alguns conceitos iniciais como Data Warehouse (DW) e Data Mart (DM)

Olá, como estão ?
Na era “Pré-BI”, não existiam recursos informáticos (hardware, software e peopleware) eficientes que possibilitassem uma análise efetiva dos dados para uma tomada de decisão eficaz.
Era possível reunir todas as informações de maneira integrada, consequente de alguns sistemas transacionais estabelecidos com predominância em dados que respeitavam uma determinada hierarquia, no entanto, reunidos como “blocos fechados” de informação, permitiam uma determinada visão da empresa, mas não representavam ganhos negociais.
Estamos falando do final dos anos 60, período em que cartões perfurados, transistores e linguagem COBOL era a realidade da Informática.
Era a época em que se via o computador como um desconhecido, um monstro de modernidade, mas que ainda parecia ser uma realidade empresarial muito distante, inclusive para grandes organizações.
O aspecto até certo ponto arcaico começou a transformar-se na década de 70, com o aparecimento das tecnologias de armazenamento e acesso a dados – DASD - e o Sistema Gerenciador de Banco de Dados - SGBD - duas siglas que possuem como significado direto o de determinar uma única fonte de dados para todo o processamento.
A partir daí o computador passou a ser encarado como um coordenador central para atividades organizacionais e o banco de dados foi considerado um recurso básico e imprescindível para assegurar a vantagem competitiva no mercado.
No começo da década de 90, a maioria das grandes empresas possuía apenas Centros de Informação (CI) que embora mantivessem estoque de dados, ofereciam pouquíssima disponibilidade de informação.
Entretanto, os CIs supriam, de certa forma, as necessidades gerenciais, fornecendo relatórios e gráficos. No entanto, muitas vezes, como acontece até hoje, alguns relatórios e gráficos são apenas “impressões coloridas bonitas” que enfeitam as mesas de gerentes e detentores da informação.
O mundo empresarial começou a se comportar de modo mais complexo e a tecnologia da informação rumou ao aprimoramento de ferramentas de software e hardware, as quais ofereciam informações precisas e no momento certo para definir ações que tinham como foco a melhoria do desempenho no mundo dos negócios.
Entre 92 e 93 surgiu um conceito novo cujo foco é a grande base de dados informacionais, ou seja, um repositório único de dados - Data Warehouse (DW) - considerado pelos especialistas no assunto como a tecnologia essencial para a execução prática de um projeto de BI.
Todavia, as opiniões nem sempre são unânimes. Na ótica de alguns consultores e analista é importante que a empresa que deseja implementar ferramentas de análise disponha de um repositório específico para reunir os dados já transformados em informações. Este tal repositório não precisa ser, um DW, mas algo menos complexo como, por exemplo, um banco de dados desenhado de forma personalizada para assuntos ou áreas específicas - Data Mart (DM), ou um banco de dados relacional comum, mas separado do ambiente operacional e dedicado exclusivamente a armazenar as informações usadas como base para a realização de diferentes análises e projeções.

Aguardo vocês no nosso próximo encontro.

Abraços Fraternos.

Fábio Vinícius Primak é Analista de Sistemas (UDESC) e Especialista em Gestão Contábil, Auditoria e Controladoria (FACINTER). Para conversar mais sobre este artigo, entre em contato pelo fabio@capripr.com.br

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Nova parceria

Boa noite a todos, mais uma vez estou aqui para divulgar sobre uma nova parceria, desta vez do amigo Ivã Cielo, administrador do site www.datawarehouse.inf.br e um dos moderadores do grupo BO_DF, um dos melhores do pais sobre Business Objects, O site tem ótimos artigos, e um espaço legal para se armazenar artigos, livros, noticias, etc.

Ivã, seja bem vindo, aguardamos por post seus aqui

Obrigado

Usar ou não ODS?

Bom, nesse artigo estarei falando sobre a utilização ou não de um ODS na construção de DW. Muitos devem se perguntar sobre a real importância de um ODS, ou quando seria a melhor hora de utilizá-lo. De acordo com Inmon o ODS (Operational Data Store), “é um conjunto de dados baseado em assuntos, integrado, volátil (pode ser atualizado), atual ou recente, de apoio às decisões operacionais do dia-a-dia.” Também pode ser entendido como uma visão integrada do mundo operacional.

Geralmente são utilizados quando existe a necessidade da gestão analisar informações do dia a dia, os dados são atualizados em sincronia com o banco de dados transacionais, e ficam ali armazenados para consultas em um período de tempo curto, geralmente ate 3 meses, posteriomente esses dados são armazenados em um DW e são disponibilizados aos clientes como dados históricos. Possibilitam a tomada de decisões de natureza operacional, com características que permitem a obtenção de tempos de resposta bastante rápidos, algo que um data warehouse clássico não consegue prover, pela quantidade de volume ali armazenado.

Em algumas situações se aproveita a situação para a utilização do mesmo. Por exemplo, a empresa possui um software terceirizado, e a mesma não tem o domínio do software, quando se precisa de alguns relatórios específicos, tem que entrar em contato com a “dona dos dados”e a partir daí a mesma disponibiliza o relatório a empresa. Percebam ai a necessidade de autonomia na construção de relatórios. Quando se deseja realizar um DW em uma empresa com características semelhantes a essa, duas tarefas se encaixam perfeitamente, a primeira utilizar web service e a segunda utilizar ODS, podendo assim criar um meio automatizado de carga de dados da empresa dona do software para a empresa que contrata o serviço. Os dados seriam armazenados em um ODS, e posteriormente serviriam de fonte para o DW.

Temos que tomar muito cuidado ao uso do mesmo, para não deixar nosso ambiente com processos redundantes. Por exemplo: Os dados são armazenados na própria empresa, possui-se dois um banco transacional, e outro banco que armazena os dados do DW, as cargas geralmente são realizadas depois das 00:00. Nesse caso não seria necessário um ODS, pois estaríamos duplicando os processos de carga, pois teríamos que alimenta o ODS e posteriormente o DW. Claro que tudo depende de uma analise bem elaborada de todo o ambiente e da performance do mesmo.

Sempre lembrando que os DW surgiram com o intuito de analisar informações históricas, partindo daí surge seu “filho” o ODS que permite analisar informações em tempo real, analisando vários fatores, como logística, e quantidade de determinados produtos em estoque, etc. Podendo agilizar o negocio, tomando decisões no tempo certo. Com a grande difusão do ODS, um conceito vem ganhando grande espaço entre os fabricantes de software na área de BI que e o BI Operacional, que é a grande aposta da SAP para os próximos anos.

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Parceria do blog

Nessa semana em contato com o amigo Fábio Vinícius Primak autor do livro (Decisões com B.I), fechamos uma parceira de postagem no blog. O mesmo se propôs a mandar artigos para o blog, enriquecendo assim os conteúdos postados aqui.
Tendo em vista que a manutenção de um blog, e atualização do mesmo não é uma tarefa simples, ainda mais quando se trabalha 8 horas por dia, fui em busca de parcerias, felizmente consegui a primeira, gostaria de aproveitar o espaço e agradecer pelo apoio do Fábio. Aos que tiverem interesse em se tornar parceiro entrem em contato por email.

Abaixo segue o primeiro artigo do Fábio no blog.

Seja bem vindo!!!

Uma introdução simplista aos conceitos de Business Intelligence – BI (1º parte)

Num Mundo em constante mudança, com empresas tendo que "matar um leão por hora", Business Intelligence é uma forma de amenizar e auxiliar os gestores nas tomadas de decisão. Porém, não se enganem, este conceito já era conhecido e aplicado a muito tempo em nossa sociedade.

Olá, como estão ?

Tentarei passar um pouco de minha experiência em Business Intelligence que, carinhosamente, estarei chamando de BI durante este e os demais artigos.

O que é, como começou, para que serve, quando usar, quem deve usar, o que acontece quando aplicamos um projeto de BI de forma errada são algumas das dúvidas e questionamentos que estaremos discutindo no decorrer de nossas análises e conto com vocês para o engrandecimento deste material que é seu e que poderá ser utilizado em seus trabalhos e/ou consultas periódicas.
Interessante como alguns termos usados em nosso dia-a-dia são mais fáceis de se entenderem praticando a tradução “ao pé da letra”. Com o BI, isso fica realmente muito simples..... Business Intelligence, em nosso idioma tupiniquim, nada mais significa do que Inteligência do Negócio (?!).
Mas o que vêm a ser essa expressão ? É complicado descrever em poucas palavras, no entanto, dá para dizermos que se os sistemas de BI forem implantados de forma correta, são uma mina de ouro para as empresas e isso é um dos pontos principais e fundamentais para a vida de uma “pessoa jurídica” seja ela pública ou privada.

Estes tais programas são um auxílio fundamental no processo de tomada de decisão gerencial.
Contudo, para que realmente haja uma Inteligência de Negócio voltado realmente ao processo da empresa, é de fundamental e imprescindível importância de que sejam analisadas alguns pontos (alicerces) os quais serão frutos de nossas conversas futuras.

Fica simples entendermos o porquê expressões como qualidade e competitividade empresarial fazem parte do diário de qualquer empresa. As empresas que não medem esforços para conquistá-las e tê-las como seu “cliente” mais fiel, com certeza, estarão fadadas ao fechamento de suas portas. Ótimo para cada um de nós, clientes e consumidores !

O termo Business intelligence não é recente como devemos imaginar no primeiro impacto. O seu conceito prático já era usado pelo povo antigo. A sociedade do Oriente Médio antigo utilizavam os princípios básicos do BI quando cruzavam informações obtidas junto à natureza em benefício de suas aldeias. Analisar o comportamento das marés, os períodos chuvosos e de seca, a posição dos astros, entre outras, eram formas de obter informações que eram usadas para tomar decisões importantes que permitissem a melhoria de vida de suas respectivas comunidades.

É evidente que o Mundo em que vivemos mudou desde então, porém o conceito permanece inalterado. A necessidade de cruzar informações para a realização de uma gestão empresarial eficaz é atualmente uma realidade tão encravada em nossa sociedade quanto no passado.

O atual interesse pelo BI vem crescendo assustadoramente na medida em que seu emprego possibilita às organizações realizar uma série de análises e projeções, de forma a agilizar os processos relacionados às tomadas de decisão. É o que defende Howard Dresner, vice-presidente da empresa Gartner e detentor da paternidade do termo.

Pela percepção tecnológica, a era que podemos chamar de "pré-BI" está num passado não muito distante - entre trinta e quarenta anos atrás - quando os computadores deixaram de ocupar salas enormes, na medida em que diminuíram de tamanho e, ao mesmo tempo, as empresas passaram a perceber os dados como uma possível e importante fonte geradora de
informações decisórias e que renderiam eventuais lucros.

No nosso próximo “bate-papo” sobre BI, estaremos analisando a evolução histórica deste conceito aplicado na tecnologia. Aguardo vocês.
Abraços.

Fábio Vinícius Primak é autor do livro Decisões com B.I. (www.decisoescombi.com.br) Para conversar mais sobre este artigo, entre em contato pelo fabio@decisoescombi.com.br